Petróleo fecha em forte queda, pressionado pelo câmbio e indefinição da Opep+

Matérias Oficiais(+10% Clicks) - Aline 08/07/2021 Relatar Quero comentar

O petróleo fechou em forte baixa no mercado futuro nesta quarta-feira, 7, após sessão volátil marcada pela cautela de investidores diante do impasse na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre ajustes no acordo de corte de produção. A alta do dólar ante moedas rivais ajudou a pressionar os contratos para baixo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para agosto fechou em baixa de 1,59% (US$ 1,17), a US$ 72,20, enquanto o do Brent para o mês seguinte recuou 1,48% (US$ 1,10) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 73,43.

O mercado segue receoso com o impasse entre Emirados Árabes Unidos e demais membros da Opep+ sobre um possível aumento na oferta do cartel, bem como a extensão do acordo que instituiu os cortes de produção do grupo. Ainda que não haja uma nova data definida para a reunião ministerial da Opep+, adiada três vezes este mês, analistas preveem que um acordo será alcançado.

De acordo com o Commerzbank, em relatório enviado a clientes, o petróleo só deve retomar o avanço recente e se firmar em trajetória de alta caso a Opep+ decida manter o seu acordo para os cortes na produção, e manter o nível da oferta de julho até abril de 2022.

Além da cautela pela Opep+, o câmbio também foi um fator de pressão sobre o óleo, já que o fortalecimento do dólar torna os contratos mais caros e, desta forma, menos atraentes a investidores que negociam com outras divisas. A expectativa de analistas é que a moeda americana continue se valorizando no curto prazo.

Mais cedo, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos disse esperar um aumento da produção de petróleo americano nos próximos meses, bem como previu que o preço médio do Brent ficará em US$ 67 o barril no próximo ano.

Também ficou no radar do mercado o avanço da variante delta do coronavírus. A OMS alertou para alta global de casos, enquanto o Japão declarou novo estado de emergência em Tóquio, a pouco mais de duas semanas do início dos Jogos Olímpicos.

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