6 dicas práticas para renegociar aluguel

Renegociar aluguel se tornou quase uma obrigação para 18,3% da população brasileira.

Percentual que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vive em moradias alugadas.

Só em São Paulo, segundo a pesquisa Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), um em cada cinco aluguéis residenciais passaram por processo.

Muitos dos inquilinos perderam seus empregos ou tiveram suas finanças abaladas durante a pandemia do novo coronavírus.

Aliado a isso, um motivo para renegociar aluguel é que o preço médio de locação residencial registrou queda de 0,31% em setembro na comparação com o mesmo período de 201.

Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período apresentou inflação de 0,64%, de acordo com o Índice FipeZap.

Entre as 25 capitais monitoradas pelo Índice, as cidades de Fortaleza (1,17%), Salvador (1,11%), Florianópolis (0,97%), Curitiba (0,59%), São Paulo (0,55%) e Porto Alegre (0,33%) tiveram recuo no preço do aluguel.

Enquanto Brasília (0,61%) e Recife (0,30%) apresentaram alta no preço do aluguel residencial.

Renegociar aluguel: veja como ficou o recente reajuste

Os inquilinos que desejam lutar por reajuste e renegociar o aluguel precisarão ficar atentos às mudanças.

Isso porque, em março, aFundação Getúlio Vargas divulgou que o IGP-M de março de 2021 registrou alta de 2,94%.

Dessa forma, o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 31,10%. O IGP-M, inclusive, é o índice padrão usado por diversas empresas para reajustes de contratos de aluguel.

“Nesta apuração do IGP-M, o IPA, indicador com maior influência no índice geral, registrou variação de 3,28%, muito próxima da apurada em janeiro de 2021, que foi de 3,38%. Apesar da similaridade, o resultado mostrou que a pressão exercida pelas matérias-primas brutas se espalhou pelas demais classes do IPA favorecendo o acréscimo das taxas dos grupos bens intermediários (de 2,54% para 4,67%), influenciada por materiais e componentes para a manufatura (de 1,98% para 4,16%), e bens finais (de 1,09% para 1,25%), este influenciado pelo aumento da gasolina, cujo preço subiu 17,43%, ante 6,63% no mês anterior”, foi o que afirmou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

É importante destacar, ainda, que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,35% em fevereiro, ante 0,41% em janeiro.

Segundo a FGV, a principal contribuição partiu do grupo Alimentação (1,52% para 0,18%), citando o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 7,64% em janeiro para -1,77% em fevereiro.

Outros grupos também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, sendo:

Habitação (0,04% para -0,29%);

Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,18%);

Vestuário (0,69% para -0,33%); e

Despesas Diversas (0,31% para 0,23%).

A seguir, confira 6 dicas práticas para renegociar aluguel:

1 – Articule sobre a queda no valor do aluguel

É claro que as realidades podem mudar de acordo com a cidade em que você mora. Mas tenha em mãos informações sobre os reajustes de valores.

Assim, você tem bons argumentos na hora renegociar aluguel com o proprietário do imóvel ou com a imobiliária.

Lembre-se que sua oferta não pode ser feita com base no que você pode pagar, mas sim levando em conta tudo que você encontrou como argumento durante suas pesquisas.

Ou seja, depreciar demais o imóvel oferecendo muito pouco pode deixar o proprietário ofendido e fazê-lo desistir do negócio.

2 – Pesquise

Com a crise, veio o desemprego e isso causou um boom de imóveis vazios nas cidades. E nem precisa recorrer a pesquisas, basta somente observar, perto da sua casa ou na internet, a quantidade de anúncios de imóveis para locação.

E como a oferta está maior que a demanda, você tem todo poder de negociação nas mãos.

3 – Venda seu peixe

Você sempre paga o aluguel e condomínio em dia? Cuida direitinho do imóvel? Então este é o momento de lembrar ao locatário todas essas qualidades.

Moradores conscientes são valorizados. Por isso, o proprietário pode aceitar uma negociação para mantê-lo ali.

renogociar aluguel

Locatários que perderam renda ou o emprego relatam problemas para renegociar aluguelAlém disso, se você tiver a intenção de fazer algum tipo de melhoria no imóvel é imprescindível que coloque essa carta na mesa na hora da negociação.

Seu investimento para melhorar o espaço deve ser abatido no valor do aluguel, caso contrário, não vale a pena.

4 – Bom relacionamento entre ambas as partes

O bom relacionamento entre locador e locatário também é bom para renegociar aluguel. Ou seja, se vocês dois mantêm uma boa relação, você também pode usar isso como argumento.

Mesmo que a relação de vocês seja somente comercial, é sempre bom que ambas as partes se deem bem. Dessa forma, fica mais fácil resolver possíveis problemas relacionados ao imóvel alugado.

5 – Não critique demais o imóvel

Falar somente de coisas ruins que você encontrou no imóvel é um ponto negativo para você. Pense que o proprietário é apegado ao imóvel e não vai se sentir confortável ouvindo críticas.

Demostre interesse em se mudar, fale sobre o potencial do imóvel após as reformas (se forem ser feitas). Caso seja aluguel explique como isso vai ajudá-lo a conseguir alugar por um preço maior para o próximo inquilino.

6 – Tenha bons argumentos

Quando você for negociar o aumento do aluguel, pode argumentar com o proprietário que, se ele ficar com o imóvel vazio, não terá dinheiro para receber.

E nesse caso, o que seria melhor: receber um pouco menos todo mês ou ficar meses sem receber nada?

Imóveis representam despesas, como IPTU e condomínio, e se ficarem vazios muito tempo, só trarão prejuízos. As perdas ainda são maiores para pessoas que vivem da renda dos aluguéis.

Lembre que, enquanto você estiver morando lá, ele está livre dessas contas e ainda vai ter o dinheiro da locação todo mês.

Vale entrar com ação revisional?

Caso inquilino e dono de imóvel não cheguem a um acordo, existe a possibilidade de entrar com uma ação revisional do aluguel, prevista na Lei do Inquilinato.

No entanto, a recomendação é recorrer à via judicial só em último caso porque custa dinheiro e atrapalha ainda mais a relação entre inquilino e proprietário.

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