1,3 milhão desistem de procurar emprego desde o início da pandemia

Matérias Oficiais(+10% Clicks) - Aline 07/06/2021 Relatar Quero comentar

Quase 1,3 milhão de brasileiros deixaram de procurar emprego no primeiro ano da pandemia, apontam dados do IBGE.Esse contingente passou a integrar o grupo de trabalhadores desalentados no país -profissionais que estão sem emprego e que desistiram de procurar novas vagas por acreditarem que não terão vez no mercado de trabalho.Na visão de economistas, o quadro reflete as dificuldades impostas pela pandemia à busca por trabalho.

Na visão de economistas, o quadro reflete as dificuldades impostas pela pandemia à busca por trabalho.As estatísticas fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) e consideram o período do trimestre encerrado em fevereiro de 2020 -antes, portanto, de o coronavírus se espalhar pelo Brasil- e o mesmo período de 2021.Com esse acréscimo, o total de desalentados chegou a 5,952 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, o maior da série histórica do IBGE, com dados desde 2012. Representa mais do que o dobro da população de Salvador, de 2,9 milhões de habitantes.

Mesmo sem trabalho formal ou informal, o grupo não é considerado desempregado. É que, para as estatísticas oficiais, uma pessoa está desocupada quando segue em busca de recolocação profissional com ou sem carteira assinada. Isso não é feito pelos desalentados.No trimestre até fevereiro, a população desempregada chegou a 14,4 milhões, outro recorde da série histórica."A pandemia expulsou parte das pessoas do mercado de trabalho, e elas não conseguiram voltar", afirma o economista Hélio Zylberstajn, professor sênior da FEA-USP e coordenador do Projeto Salariômetro, da Fipe.

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