Entenda como funciona a mineração de criptomoedas e os efeitos no meio ambiente

Ramalhordl 08/10/2021 Relatar Quero comentar

Uma criptomoeda não tem forma física, existindo apenas no mundo digital. Se o dinheiro em papel é impresso por instituições como a Casa da Moeda, o processo de “confecção” de criptomoedas é chamado de mineração, e tem sido alvo recentemente de críticas devido aos seus impactos ambientais.

A mineração de criptomoedas está envolvida no chamado blockchain, sistema base para os criptoativos. O blockchain é formado por pedaços de códigos (os blocos), que ficam ligados entre si (a rede). É nesses blocos que ficam registradas informações, como os dados de transações de criptomoedas.

Alan de Genaro, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que o processo de mineração envolve “verificar se a informação apresentada em um desses blocos é verdadeira ou não”. Caso ela seja verdadeira, o bloco é incorporado à rede e ganha um código de criptografia.

Para acessar um bloco da rede, para, por exemplo, roubar informações, é preciso desvendar a criptografia de todos os blocos anteriores, daí a sua segurança.

“Os mineradores são validadores das informações, porque não tem um ente regulatório que diz que uma pessoa tem x dinheiro na conta, ou se pode transferir x dinheiro para outra pessoa”, diz o professor.

Feito o processo de validação das informações, as transações envolvendo criptomoedas podem ser realizadas. Como forma de pagamento pelo trabalho, o minerador recebe criptomoedas que estavam armazenadas, e que passam a circular no mercado.

Mineração e tecnologia

A validação de transações é o elemento que une os processos de mineração de todos os tipos de criptomoedas. Para garantir que a informação é verdadeira, o minerador precisa resolver um algoritmo, conhecido como algoritmo de consenso, que então mostra uma espécie de “marca d’água” que confirma a veracidade.

Apesar disso, a mineração pode variar dependendo da criptomoeda. Hoje, a maioria delas, incluindo o   e o  , as duas maiores, trabalham com o chamado “proof of work”, ou “prova de trabalho”, em português.

“É um processo intensivo, computacional, que demanda computadores específicos para resolver o algoritmo, que em essência é de tentativa e erro. Quanto mais computadores estiverem realizando, mais fácil de encontrar a resposta”, diz Genaro.

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