Jovem Pan virou um puxadinho dos demitidos por fake news da CNN

ricardo102030 20/11/2021 00:20 Relatar

As  eleições de 2014 entre Dilma e Aécio, dois barões da grande imprensa se juntaram a milhares de manifestantes pró-Aécio no Largo da Batata, em São Paulo, em uma manifestação organizada pelo PSDB. Fernão Lara Mesquita, herdeiro do Estadão, foi fotografado segurando uma placa com a seguinte inscrição: “Foda-se a Venezuela!”. Tutinha, atual presidente da Jovem Pan, foi quem registrou a foto e compartilhou orgulhosamente em suas redes sociais. O xingamento não foi feito a Maduro ou a Chávez, mas à Venezuela e ao povo venezuelano.

O ataque gratuito ao país vizinho foi revelador do que viria a seguir. Dilma foi reeleita, Aécio e colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas sem apresentar nem ao menos um indício de fraude. Até  ao afirmar que aquela eleição foi fraudada. Ali plantava-se uma sementinha do neofacismo bolsonarista que floresceria nos anos seguintes com contribuições significativas do Estadão e da Jovem Pan.

Se tivermos que eleger a emissora que mais divulga e apoia as ideias do neofascismo bolsonarista, a escolha não será muito difícil. A Jovem Pan é hoje a casa oficial do bolsonarismo. Coincidentemente ou não, o grupo cresceu e aumentou sua audiência substancialmente após a chegada de Bolsonaro no poder. Neste ano, lançou seu canal de notícias na TV fechada e, em poucos dias, já está. Agora a extrema direita brasileira conta com um canal de TV para espalhar suas mentiras e sua ideologia reacionária.

Na semana passada, a Jovem Pan anunciou a contratação de um craque bolsonarista dentro do jornalismo: o senhor Alexandre Garcia, o parajornalista de extrema direita que colaborou para o regime militar e que perdeu recentemente o emprego na CNN por mentir demais. Por mais de uma vez Garcia passou pelo constrangimento de ser corrigido por colegas de trabalho. Na ânsia por defender seu presidente, Garcia já até ao vivo na emissora.

Mas as mentiras em série contadas pelo jornalista durante a pandemia não foram um empecilho para sua contratação, muito pelo contrário. Pelo histórico da Jovem Pan, isso foi justamente o motivo para contratá-lo. Reparem no orgulho com que o dono da empresa anunciou a chegada do comentarista que ficou marcado no jornalismo por contar mentiras em série nos últimos anos.

A contratação de Garcia faz todo sentido já que a Jovem Pan tem se destacado como um dos principais canais de difusão de fake news sobre a pandemia e de exaltação do governo Bolsonaro. O grupo passou a pandemia inteira dando voz a médicos negacionistas, colocando dúvidas sobre a eficácia das vacinas e defendendo o presidente genocida das críticas. Garcia vem para coroar o parajornalismo do grupo.

Outra celebridade bolsonarista que irá abrilhantar a programação do novo canal da Jovem Pan é Caio Coppolla, outro comentarista dedicado a defender Jair Bolsonaro. O jovem é cria da base. Foi na JP que ele despontou distorcendo fatos, surrando a verdade e puxando o saco do bolsonarismo. Saiu de lá e foi ser comentarista na CNN Brasil, onde teve de ser corrigido ao vivo pela emissora.

Depois de espalhar a tese negacionista que defendia o fim do isolamento social durante a pandemia,  para ser corrigido ao vivo. Ela finalizou a leitura de um comunicado escrito pela direção da emissora com esse comentário: “Quem diz isso não sou eu, é a Organização Mundial da Saúde”. Agora Coppola está de volta para seu aconchego. A emissora lhe ofereceu um espaço no da programação. O Grupo Jovem Pan, aliás, tem se especializado em recrutar comentaristas que foram demitidos da CNN por fake news ou por comentários intolerantes. Leandro Narloch, por exemplo, foi imediatamente contratado pela Jovem Pan após ser .

O alinhamento ao bolsonarismo é tão descarado que a Jovem Pan tem o hábito de contratar comentaristas que já trabalharam para Bolsonaro ou para políticos bolsonaristas. André Marinho, filho do tucano Paulo Marinho, se destacou trabalhando na coordenação da campanha de Bolsonaro em 2018. André Marinho era tão influente no núcleo duro bolsonarista que chegou na primeira conversa telefônica entre Bolsonaro e Trump após as eleições. Esse currículo em prol do bolsonarismo fez a Jovem Pan contratar o jovem que, à época, era presidente no Rio de Janeiro do Lide Futuro, grupo comandado pela família do governador João Doria, conhecido por receber contribuições de empresários para promover encontros com políticos.

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